Pedido de Casamento no Rio de Janeiro

Que eu sou loucamente apaixonada pelo Rodrigo acho que não é novidade pra ninguém – nem mesmo para os casais que tiveram só um contato inicial com o Bem no Tom. Rodrigo é tão, mas tão meu que acho que nunca fico sem mencioná-lo em uma conversa inicial.

Mas algo que deve ser novidade para muitos é o meu amor (platônico, será?) pelo Rio de Janeiro. Sou Mineiroca: Mineira com coração de carioca. Morei no Rio durante 6 anos e só saí de lá porque encontrei alguém que me deixa mais feliz diariamente do que ver o Pão de Açúcar no caminho para o trabalho ou ver o por do sol na praia de Ipanema durante o horário de verão.

Apesar de ser do interior de Minas e Rodrigo ser de São Paulo, decidimos escolher o Rio para sediar nosso casamento – e minha despedida. Rodrigo queria casamento na praia, eu queria algo mais tradicional – noturno, mas não só porque eu gostava mais da noite, também porque chovia toda vez que o Rodrigo ia me visitar no Rio. Sério, toda vez! ! Como sou prevenida, já quis logo um local que fosse fechado para não nos preocuparmos – e de fato choveu torrencialmente no dia do nosso casamento! 

Em Abril de 2015, na semana santa, quando minha família toda estava me visitando, Rodrigo decidiu me surpreender. Já havíamos decidido em comum acordo que nos casaríamos e aquilo pra mim já estava oficializado. Só faltava ele comunicar o meu pai. 

Decidimos fazer uma caminhada pela praia logo de manhã, Rodrigo estava mais inquieto e nervoso do que nunca. Eu sabia que ele iria falar com meu pai sobre o casamento, que levaríamos toda a família no local que estávamos escolhendo, etc… então imaginei que fosse isso. 

Durante nossa caminhada, Rodrigo começou a falar como ele estava feliz comigo. Que queria passar o resto da vida dele ao meu lado, que ele sabia que tinha feito uma boa escolha, etc…

Daí ele disse: “você sabe que o meu sonho sempre foi casar na praia, né?”

“Ai Rodrigo, tô ficando com a consciência pesada. Quer olhar outro lugar?” respondi.

“Não, deixa eu terminar de falar.”

(gente, eu sou dessas! que fala muito até atrapalha a concentração do menino.)

“Joyce, como eu tava falando, meu sonho sempre foi casar na praia. Mas já que não vamos fazer isso. Eu quero que pelo menos o nosso noivado seja em um lugar especial…”

Daí ele se ajoelhou e eu fiquei com uma cara de “oi? O que você ta fazendo?”

“Joyce, você aceita se casar comigo?”

E adivinhem? Eu não conseguia responder nada haha. Mas foi bom que deu tempo pra tirar essa foto. 

“Joyce, responde algo. Meu joelho ta doendo!”

“Sim, claro que sim!!” – daí já comecei a chorar e já viu, né?

Não tava nada planejado, eu não tinha feito unha, tava de bermuda e camiseta. Mas foi um momento muito especial. Ainda bem que tem foto pra gente reviver, né? As fotos foram feitos por Arthur Magalhães, um super amigo meu lá do Rio que também fez o nosso Save the Date. Vou postar depois.

 

 

“O que são alguns meses se podemos ter a eternidade juntos?”

Já começo  te pedindo desculpas porque o post de hoje vai estar cheio de pieguisse. Se você chegou até esse blog porque é uma das nossas queridas noivas Bem no Tom  ou se você é amiga pessoal de longa data ou se simplesmente chegou aqui de forma aleatória, não tem problema. Nosso objetivo é sempre ser transparente para que, quem ainda não teve a oportunidade, possa nos conhecer melhor.

Hoje eu queria contar para vocês como meus planos de dar a volta pelo mundo, fazer check in em todos os continentes antes de me casar, foram frustrados quando conheci o Rodrigo. Ainda me pergunto como ele conseguiu me fazer mudar de planos e incluí-lo nos meus sonhos! Melhor, ainda me pergunto como é possível, ainda hoje dois anos depois de casados, eu sentir um frio na barriga toda vez que ele está pra chegar ou toda vez que vou falar dele?! Como pode existir um sentimento tão inexplicável assim?

Rodrigo foi uma surpresa agradável que apareceu em minha vida em Janeiro de 2014. Não foi amor a primeira vista, nem a segunda, nem a terceira. Eu estava em um momento muito tranquilo, terminando o mestrado, planejando  viagens e conhecendo novos amigos. Não queria nada que me prendesse. Éramos bons amigos, sem pretensão da minha parte, ele em B.H e eu no Rio. Até que um dia ele perguntou se poderia ir ao Rio. Senti aquele frio na barriga do tipo: ‘o que será que ele tá querendo?’. Comecei a desconfiar que algo além de amizade poderia estar escondido nas entrelinhas, mas como eu estava com passagem comprada para morar alguns meses nos EUA e em reta final de defesa do mestrado, enrolei um pouco. Mas só consegui algumas semanas… até que ele me aparece no Rio.

Pouco antes de chegar, Rodrigo deixou claro quais eram suas intenções comigo e quando falei que iria viajar, que não poderia assumir compromisso naquele momento, sabe o que ele me respondeu?

“Joyce, o que são alguns meses se podemos ter a eternidade juntos?”

O menino não estava de brincadeira. E eu me derreti toda – naquele dia e agora de novo lembrando desse momento. Como pode, Deus, eu estar tão mais apaixonada agora do que estava anos atrás?!

No Rio, ele me chamou para tomar café, no HortiFruti (só para deixar claro que histórias de amor nem sempre precisam começar em lugares super românticos haha). O dia estava meio nublado e eu  não sou muito simpática logo pela manhã. Pois bem, chegando lá, pedimos nosso café. Quando fui tomar o primeiro gole, ele me olhou nos olhos e disse:

“E então, Joyce, nós vamos começar a namorar agora ou quando você voltar de viagem?”

Eu confesso que a vontade era virar a xícara de café na cara dele, vê se aquilo era hora e jeito de me pedir em namoro?! Mas a única coisa que consegui falar foi:

“Rodrigo, me deixe tomar meu café da manhã em paz!” – e fiquei em silêncio por vários minutos.

Eu não lembro exatamente o que respondi pra ele depois, mas após o café já saímos de mãos dadas e contamos aquele dia – 29 de Julho de 2014 – como nosso início de namoro.

 

Rodrigo foi uma surpresa agradável em minha vida – já falei isso, né? E ainda está sendo. Hoje completamos dois anos de casados e parece que estou ficando cada dia mais apaixonada. Claro que passamos pelos problemas de adaptações da vida de casados, nos (re)conhecemos como pessoas e aprendemos os defeitos de cada um. Mas, gente, a cada dia que passa nós estamos mais próximos um do outro, mais amigos. Todo dia é um abraço mais forte e mais duradouro do que o dia anterior. Quando ele viaja ou fica um dia inteiro fora, que tristeza, que saudade! 

Eu avisei que seria piegas hoje. Mas não poderia deixar de ser. Rodrigo é o culpado pela existência da Bem no Tom. Não sei se eu estaria tão apaixonada pelo universo do casamento se eu não tivesse alguém em casa que me fizesse acreditar que casamento vale a pena, é gostoso, é um investimento. Além disso, Rodrigo é o meu maior incentivador, sou eu quem sempre tem as ideias, mas é ele quem sempre diz: “vai, fofa, faz! Corre atrás. Vai dar certo!”. Não existe Joyce sem Rodrigo!

Um dia eu conto pra vocês como foi o pedido de casamento, esse foi mais romântico.